12/04/2012

Entendendo o que preenche: a influência da alimentação no comportamento humano.

 

cerebro

É inegável o papel da família, da educação, da sociedade, da cultura e do ambiente na influência do comportamento humano. Mas diante de tantos fatores, qual será o papel da alimentação nas respostas humanas aos estímulos do mundo em que vivemos?

A alimentação é um ato diário que nutre o organismo para a ação e que o torna apto para comportar-se. Ela é simplesmente a base e o que nutre a matéria. Porém, nos avessos das modernidades, ela tem se tornado cada vez mais vazia, ou seja, ausente dos elementos que preenchem as reais necessidades do corpo.

Sabe-se que o local em que vivemos exerce grande influência nas nossas atitudes. Se o ambiente externo exerce tal impacto, o ambiente interno (nosso próprio corpo) possui ainda mais importância, pois é o “palco estrutural” das atitudes. E, se o lado físico (que é um conjunto complexo sinérgico de células) é afetado, indubitavelmente o lado mental também será.

A alimentação contemporânea rica em açúcar, gorduras maléficas e elementos tóxicos tem afetado o comportamento humano. A mania de comida artificial e refinada foi um golpe e tanto na integridade física da espécie humana, com influência reflexa na integridade moral. Parece que a inteligência obedece a um determinismo químico, e por isso, nossa própria vontade é produto do que comemos (BOARIM, 1991; VASCONCELLOS, 1979).

A dieta possui um papel importante na construção da vida de cada um, pois tem impacto na cognição e intelecto. Isto porque todos os distúrbios de comportamento que caracterizam as doenças mentais em seres humanos, como distúrbios afetivos, de origem emocional, cognitivos ou com base funcional, são distúrbios do funcionamento do SNC. E muitas das matérias-primas das células nervosas, neurotransmissores e outros componentes deste Sistema vem de nutrientes, que por sua vez são provenientes da alimentação. Revela-se assim, como a má nutrição pode afetar não só o estado físico, como também o estado mental das pessoas (DOVICHI; LAJOLO, 2011; KANDEL; SCHWARTZ; JESSELL, 2000).

O problema de tal má nutrição vai além da falta de nutrientes. Apesar de termos uma noção do que estamos ingerindo, não sabemos de fato tudo o que estamos colocando para dentro de nossas células. Cada vez mais somos infestados por aditivos químicos, agrotóxicos e outros tantos disruptores endócrinos, que são agentes e substâncias químicas que promovem alterações no sistema endócrino humano e hormônios.

Assim, um indivíduo com alterações hormonais desencadeadas por disruptores endócrinos e com déficit de nutrientes que modulam funções vitais, tanto do sistema nervoso como de todo o corpo, faz de seu corpo um habitat que pode ser comparado a uma caverna. Mas uma caverna? Sim. Um corpo em decadência é como um lugar sombrio, sujo, prestes a desmoronar e susceptível à morada de outros bichos nada agradáveis, como morcegos e aranhas, ou traçando-se um paralelo, como maus pensamentos e emoções.

Já um corpo que é inundado por nutrientes benéficos à saúde (como vitaminas, minerais e antioxidantes) funciona como um contrato de longa duração assinado com os melhores construtores e faxineiros. A pessoa que possui hábitos saudáveis faz de seu corpo um castelo, onde elementos tóxicos são facilmente retirados, onde há limpeza constante, brilho, integridade e realeza.

Tais associações não são como regras, dado os múltiplos fatores que interferem na vida humana, e sim, tendências. Não é de se assustar que “pessoas que morem em cavernas” tenham maior tendência a um comportamento mais depressivo, agressivo e outros que desviem de boas condutas morais. Assim fica fácil entender que pessoas que moram em lugares limpos, arejados e em que a luz entre com facilidade, tenham maior tendência a terem uma postura mais positiva perante a vida, bem como a responder melhor as suas adversidades.

Não é preciso adquirir regras alimentares rígidas para se viver bem. O essencial é ter bom senso, equilíbrio e saber consumir mais alimentos “protetores” do que alimentos “devastadores”. É preciso ter consciência na hora das escolhas alimentares, lembrando-se que elas afetarão seu modo de viver! Sabendo-se afinar o saudável com o prazeroso é completamente possível ter hábitos e comportamentos mais saudáveis.

Autoria do texto: Isis Moreira - Nutricionista - CRN/1 7800. www.isismoreira.com.br

Referências

- BOARIM, D.S.F. Nossa Comida Assassina. Itaquaquecetuba, SP: EditoraMVP, 1991. 404 p.

- DOVICHI, S. S.; LAJOLO, F. M. Flavonoids and their relationship to diseases of the Central Nervous System. Nutrire: rev. Soc. Bras. Alim. Nutr. = J.Brazilian Soc. Food Nutr., São Paulo, SP, v. 36, n. 2, p. 123-135, ago. 2011.

- KANDEL, E. R.; SCHWARTZ, J. H.; JESSELL, T. M. Principles of neural science. 4. ed. New York:McGraw-Hill, 2000. 1414 p.

- VASCONCELLOS, J.R. Os Intoxicados: (Somos o que Comemos).Porto Alegre:Associação Macrobiótica de Porto Alegre, 1979. 141 p.

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13/03/2012

Malhar reduz risco cardíaco para gordinhos fisicamente ativos

 

Emagrecer traz benefícios óbvios à saúde, mas gordinhos fisicamente ativos também têm boas chances de evitar os problemas cardiovasculares normalmente associados ao excesso de peso.

A boa notícia está em pesquisa no "Journal of the American College of Cardiology". Se os dados levantados no estudo estiverem corretos, eles ajudarão a esclarecer uma dúvida que ainda divide os especialistas.

A questão é saber até que ponto um estilo de vida ativo é capaz de proteger alguém dos problemas de saúde ligados à obesidade.

Alguns trabalhos indicavam que o exercício poderia praticamente eliminar esses riscos, enquanto outros diziam que o excesso de peso é o fator preponderante, mesmo se a pessoa se esforça para não ser sedentária.

Parte da dúvida parece estar ligada ao fato de que a maioria desses estudos levava em conta a saúde cardiovascular dos pacientes em um único ponto do tempo. Ficava difícil saber como os efeitos do exercício e do peso afetavam o organismo das pessoas a longo prazo.

Para preencher essa lacuna, uma equipe da Universidade da Carolina do Sul, liderada por Duck-Chul Lee, obteve os registros médicos de mais de 3.000 pacientes (em geral, na casa dos 40 anos) da clínica Cooper, no Texas.

Esses pacientes faziam check-ups na clínica, com intervalos de dois ou três anos entre cada avaliação médica. Na maior parte dos casos, os pesquisadores conseguiram avaliar o estado de saúde dos pacientes ao longo de três check-ups consecutivos.

Editoria de arte/Folhapress

SÍNDROME

O objetivo era verificar como e quando os membros do grupo desenvolviam a chamada síndrome metabólica, um conjunto de características (como pressão alta e triglicérides em nível elevado) diretamente ligado ao surgimento de doenças do coração e diabetes, por exemplo.

Lee e companhia verificaram que pouco mudava do primeiro check-up para o segundo. A maioria dos pacientes ganhou peso, mas nenhum desenvolveu a temida síndrome metabólica.

Do segundo para o terceiro check-up, o problema apareceu no grupo testado. Quem tinha se exercitado menos e ganhado peso, obviamente, tinha risco aumentado (71%) de ter a síndrome.

Contudo, quem engordava mas continuava fisicamente ativo corria risco 22% menor do que o grupo dos gordinhos inativos. E não era preciso melhorar o condicionamento físico nesse período. Bastava mantê-lo para ter alguma proteção.

"Existe uma tendência de ressaltar a necessidade de perder peso, mas emagrecer em geral é difícil. Manter-se ativo é tão importante quanto perder peso e é uma meta mais fácil de atingir", diz Lee.

Fonte: Folha.com

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27/02/2012

Semente de chia é a nova aposta para perder peso

Recém-chegada às lojas de produtos naturais e farmácias do Brasil, a semente de chia é a nova aposta para perder peso de maneira saudável.

sementechiaCultivada há 500 anos no México, até recentemente era pouco conhecida por aqui. A jornalista Glória Maria, por exemplo, conta que a descobriu no ano passado, em viagem ao Chile. Foi ao deserto do Atacama e voltou com um pote cheio do grão.

"Sou uma pesquisadora de tudo o que faz bem para a saúde e sempre que chego a um lugar tento ver o que há de novo. Lá estavam usando essa semente de chia, diziam que era boa para tudo. Para mim, era novidade", conta.

Na ocasião, não sabia que a semente tinha a fama de fazer emagrecer. "Se soubesse, teria trazido com mais alegria!" Ela consome uma colher diariamente, pela manhã, e está gostando.

Uma das propriedades da chia é absorver mais de 12 vezes seu peso em água. Quando chega ao estômago, incha e o deixa cheio, além de retardar o esvaziamento gástrico. Dessa forma, prolonga a sensação de saciedade.

Ficar satisfeito por mais tempo tende a fazer com que se coma menos, mas não há evidências científicas de que o alimento faça emagrecer --poucos estudos foram feitos até agora e nenhum constatou relação entre consumo de chia e redução no peso.

Prolongar a saciedade não é exclusividade da chia. "Qualquer alimento com fibras faz isso. Só que a quantidade de fibras na chia é muito grande", afirma a nutricionista funcional Daniela Jobst.

Sandra Guimarães, autora de um blog de culinária vegetal, come chia pela manhã e fica satisfeita até a hora do almoço. "Mas sinto a mesmíssima coisa quando como um prato de papa de aveia com banana. O segredo é comer algo rico em fibra e proteína, pouco importa se é aveia, linhaça ou chia", diz.

BENEFÍCIOS

A chia pode não ser a solução milagrosa para emagrecer, mas faz bem à saúde. "É a maior fonte de ômega 3 que existe hoje no mercado", afirma Tanise Amon, nutricionista do Instituto de Metabolismo e Nutrição.

O ômega 3 ajuda a controlar os fatores de risco para diversas doenças, pelo seu poder anti-inflamatório, explica a nutricionista funcional Paula Gandin.

A chia também é rica em antioxidantes, proteínas e minerais. A semente pode ser acrescentada a frutas e cereais ou usada como farinha no preparo de pães e bolos. Jobst recomenda o consumo de duas colheres de sopa cheias por dia. "Não é muito calórica. Uma colher tem em torno de 70 calorias", diz.

Ela ressalta que só a chia não faz a diferença. "Tem que fazer parte de uma dieta saudável. Não adianta você levar a vida que está levando, acrescentar chia e achar que vai fazer um milagre."

Fonte: Folha.com

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08/02/2012

Anvisa proíbe venda de Max Burn, divulgado como emagrecedor

 

Lembram desta imagem já publicada aqui?

maxburn

Pois bem! Até que enfim a Anvisa abriu os olhos de alguma forma… vejam a notícia:

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) proibiu nesta quarta-feira a produção e venda do produto Max Burn fabricado pela empresa Hilê Indústria de Alimentos.

Denúncias recebidas pela agência ligaram o MaxBurn --divulgado na internet como potente emagrecedor-- ao produto "psyllium e quitosana com biotina sabor menta em cápsula" registrado pela Hilê.

A empresa tem autorização na Anvisa para comercializar essa substância sob nomes como "Nutralogistic", "Mega 21" e "Sete Semanas".

O problema, explica a Anvisa, é que foram negados pedidos da Hilê para que o produto fosse vendido com nomes que podem induzir o consumidor a pensar que o alimento (como é considerado pela agência) tem ação emagrecedora.

Entre as marcas negadas à Hilê estão MaxBurn, Fatburn, Ultraslim e Dieta Show, informou a Anvisa.

"Pode-se considerar que o alimento em questão está devidamente registrado na Anvisa. Entretanto deve-se considerar que a empresa incorre em irregularidade por divulgá-lo com marca não autorizada por esta agência, o que pode gerar erro ao engano ao consumidor", diz nota da Anvisa.

Em rápida busca na internet, a reportagem encontrou um site de propaganda do Max Burn, que diz: "Uma solução eficaz para muitas mulheres (e homens!) que buscam entrar em forma e afastar de vez as indesejadas gordurinhas. Combinando intensa queima de calorias e um efetivo bloqueio de carboidratos, Max Burn definitivamente é uma das grandes novidades para o verão 2012". O site apresenta o registro de inscrição da Hilê junto à Anvisa.

Segundo a Anvisa, a Hilê fica sujeita a sanções por infração sanitária, como advertência e multa se descumprir a determinação, a A Hilê Indústria de Alimentos.

OUTRO LADO

A Hilê afirmou em nota que qualquer produto denominado MaxBurn vendido hoje não é de responsabilidade da empresa. A Hilê já comercializou o alimento com esse nome, mas não o faz mais desde que recebeu uma notificação da Anvisa. A empresa depois mudou o nome do produto para Fitns, mas também já retirou o alimento do mercado, no ano passado.

A Hilê disse ainda que o MaxBurn está sendo vendido por outras empresas que se apropriaram indevidamente do nome, do registro e até do rótulo do produto, e já pediu que a venda dos produtos seja suspensa.

Fonte: Folha.com

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07/02/2012

Consumo de açúcar deve ser controlado como cigarro e álcool

Doce demais

Se os governos querem cuidar da saúde pública, então as autoridades deveriam controlar o consumo de açúcar da mesma forma que controlam o consumo de cigarro e de álcool.

A afirmativa contundente é de um grupo de três cientistas da Universidade da Califórnia (EUA), em um artigo publicado nesta quinta-feira na conceituada revista Nature.

Segundo as Nações Unidas, as doenças infecciosas foram superadas no mundo, pela primeira vez na história, pelas doenças não-transmissíveis.

E, segundo os cientistas, o açúcar está alimentando uma epidemia global de obesidade e contribuindo para 35 milhões de mortes todos os anos, causadas por doenças não-transmissíveis, como diabetes, doenças do coração e câncer.

Controle brando

Robert Lustig, Laura Schmidt e Claire Brindis afirmam que os efeitos danosos do açúcar no organismo humano são semelhantes aos promovidos pelo álcool e que, por isso, seu consumo também deveria ser regulamentado pelas autoridades de saúde.

"Nós não estamos falando sobre proibição. Estamos falando sobre formas brandas de tornar o consumo de açúcar ligeiramente menos conveniente, mantendo assim as pessoas longe de doses excessivas," disse Schmidt.

Segundo o trio, o consumo mundial de açúcar triplicou nos últimos 50 anos.

"Todo país que adotou uma dieta ocidental, dominada por alimentos de baixo custo e altamente processados, teve um aumento em suas taxas de obesidade e de doenças relacionadas a esse problema. Há hoje 30% mais pessoas obesas do que desnutridas", destacaram eles.

Disfunção metabólica

Mas o artigo destaca que a obesidade não é o principal problema do consumo excessivo de açúcar.

"Muitos acham que a obesidade está na raiz de todas essas doenças, mas 20% das pessoas obesas têm metabolismo normal e terão uma expectativa de vida também normal.

"Ao mesmo tempo, cerca de 40% das pessoas com pesos considerados normais desenvolverão doenças no coração e no fígado, diabetes e hipertensão", explicam eles.

Além disso, a disfunção metabólica é mais prevalente do que a obesidade.

Controle do consumo de açúcar

De acordo com os autores do artigo, o cenário chegou a tal ponto que os países deveriam começar a controlar o consumo de açúcar.

A regulação poderia incluir, sugerem, a taxação de produtos industrializados açucarados, a limitação da venda de tais produtos em escolas e a definição de uma idade mínima para a compra de refrigerantes.

Mas, diferentemente do álcool ou do cigarro, que são produtos consumíveis não essenciais, o açúcar está em alimentos, o que dificulta a sua regulação.

"Regular o consumo de açúcar não será fácil, especialmente nos 'mercados emergentes' de países em desenvolvimento, nos quais refrigerantes são frequentemente mais baratos do que leite ou mesmo água," destacaram.

Fonte: Diário da Saúde

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02/02/2012

Saiba como parar de comer depois de já estar satisfeito(a)

 

Nem sempre é fácil controlar o apetite e evitar comer além do necessário. Mas o corpo muitas vezes dá sinais de que é hora de parar. Quando perceber tais sinais, mas ainda se sentir tentada a continuar a comer, o ideal é utilizar alguns truques para avisar seu cérebro que já está satisfeita.

Ter planos para depois da refeição ajuda a não pensar em comer. Foto: Getty Images

Ter planos para depois da refeição ajuda a não pensar em comer

O site Shape listou quatro dicas para ajudar nessa tarefa.

Coma hortelã:
Coma um pedaço da folha, uma menta, uma xícara de chá, ou até mesmo faça bochechos com sabor de hortelã após as refeições. A hortelã vai inundar seus sentidos e manter sob controle os seus instintos. Como um supressor natural do apetite, ajuda a controlar seus desejos e evitar excessos após as refeições.

Levantar-se e movimentar-se:
É mais difícil continuar a comer se você estiver longe do alimento. Assim, quando terminar a refeição, levante da cadeira e caminhe para outro ambiente. A melhor maneira de deixar o seu corpo saber que é hora de parar de comer é mudar de local. Passe da cozinha para a sala de estar e se ocupe de outras tarefas.

Coma algo doce:
Às vezes basta uma colher de algo doce para conter a vontade de continuar comendo e finalizar a refeição. Ao invés de comer um cookie, escolha algo saudável. Alimentos à base de água ajudam a saciar. Coma uma porção de melancia, frutas em gomos ou uma semente de romã.

Faça planos para depois das refeições:
Se você tiver algo para fazer após a refeição, fica mais fácil evitar segundos desnecessários à mesa e deixar de comer quando estiver satisfeito. Não precisa ser algo grandioso, basta planejar algo para fazer. Isso o ajudará a manter o foco em outra coisa e parar de se alimentar.

Fonte: Terra Saúde

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26/01/2012

Gordura marrom ‘queima’ gordura comum

 

Pessoas gordas têm menos do que as magras. Pessoas velhas têm menos do que as jovens. Homens têm menos do que mulheres jovens.

É a gordura marrom, e o seu grande feito é queimar calorias – e muitas. Um novo estudo revela que uma das formas dessa gordura, que é a ativada no frio, suga a gordura do resto do corpo para usar como combustível. Outro estudo recente afirma que uma segunda forma dela pode ser criada da gordura branca comum, através do exercício.

E os pesquisadores não são bobos. Eles sabem que se puderem ativar a gordura marrom colocando as pessoas em salas geladas ou fazendo elas se exercitarem, pode surgir um fantástico tratamento para perder peso. E as empresas já estão se mexendo para chegar nisso.

Mas o endocrinologista André Carpentier, da Universidade de Sherbrooke, autor principal de um dos novos estudos sobre a gordura marrom, comenta que ainda falta muito trabalho para isso. É completamente possível, por exemplo, que as pessoas fiquem com fome e comam mais para compensar as calorias que a gordura marrom queima.

“Nós temos uma prova de que esse tecido queima calorias”, afirma ele. “Mas o que acontece a longo prazo é desconhecido”.

Até três anos atrás, os pesquisadores pensavam que a gordura marrom era algo presente em roedores, que não conseguem tremer e usam-na como forma de manter a temperatura. Recém-nascidos também possuem isso, com o mesmo motivo. Mas eles imaginavam que os adultos, que já tremem, não a possuíam.

Então três grupos, independentes, divulgaram que haviam descoberto a gordura marrom em adultos. Eles conseguiram percebê-la quando as pessoas eram colocadas em salas geladas, usando apenas finas roupas de hospital. As avaliações conseguiram detectar a gordura porque ela absorve a glicose.

Não há muito dessa gordura no nosso corpo, apenas um pouco no topo das costas, nos lados do pescoço, entre a clavícula e o ombro, e ao longo da espinha. Apesar dos bebês e ratos terem muito mais, e em locais diferentes, parece ser a mesma coisa. Então, generalizando pelo que eles sabiam sobre os roedores, muitos pesquisadores assumiram que a gordura estava queimando nossas calorias.

Mas Barbara Cannon, pesquisadora da Universidade de Estocolmo, afirma que não é porque a gordura marrom absorve a glicose que ela está necessariamente queimando calorias.

“Nós não sabíamos o que glicose estava fazendo”, comenta. “A glicose é guardada em nossas células, mas isso não significa que ela pode ser queimada”.

No novo estudo de Carpentier e seus colegas, essas questões foram respondidas. Ao fazer uma análise diferente, que mostra o metabolismo da gordura, o grupo descobriu que a gordura marrom pode queimar a gordura comum e que a glicose não é a fonte principal de combustível para essas células. Quando elas ficam sem energia, passam a sugar a gordura do resto do corpo.

No estudo, os participantes – todos homens – eram mantidos com frio, mas não até o ponto de tremer, que já queima calorias por si só. Os níveis do metabolismo subiram até 80%, apenas com as ações de algumas células. E a gordura marrom também manteve o sujeito aquecido.

Na média, Carpentier afirma que a gordura marrom queimou cerca de 250 calorias em três horas.

Mas existe outro tipo de gordura marrom, difícil de ser estudado porque geralmente está disperso na gordura branca e não existe em grandes quantidades. Pesquisadores descobriram essa gordura em ratos, há poucos anos. Mas agora, no novo artigo, Bruce Spiegelman e seus colegas escreveram que, pelo menos em ratos, o exercício pode fazer ela aparecer, transformando gordura branca comum em marrom.

Quando os animais se exercitam, suas células musculares liberam um recém-descoberto hormônio, que recebeu o nome de irisin. O irisin então converte as células de gordura em gordura marrom, que queima calorias extras.

Spiegelman afirma que a gordura marrom dos seus estudos é diferente do tipo que aparece em grande quantidade nos roedores – o que Carpentier estava examinando. Aquela gordura é derivada das células musculares, e não da gordura branca.

Spiegelman suspeita que os humanos, assim como os ratos, fabricam a gordura marrom da branca quando se exercitam, porque também possuem o irisin no sangue, idêntico ao dos ratos.

“O que eu diria é que isso é uma explicação para alguns dos efeitos do exercício”, comenta. As calorias queimadas durante uma prática excedem o que seria necessário para o esforço. Isso poderia ser o efeito das células de gordura branca virando marrom.

Muitas questões permanecem. A única gordura marrom que pode ser facilmente vista nas pessoas é a derivada dos músculos. E ela só aparece quando as pessoas estão com frio.

Quase todas as pessoas com peso normal ou abaixo do normal apresentam essa gordura quando estão com frio, apesar da quantidade variar muito de indivíduo para indivíduo. Mas ela nunca se forma em pessoas obesas. Isso seria uma razão para elas serem obesas ou a gordura extra já esquenta o suficiente?

Existe também uma intrigante relação entre a gordura marrom que emerge por baixo da pele e a densidade dos ossos. O professor de medicina Clifford Rosen está estudando ratos que não conseguem fabricar gordura marrom e ficou assustado com o estado de seus ossos.

“Os animais têm as piores densidades ósseas que já vimos”, comenta. “Eu vejo ossos osteoporóticos toda hora, mas esses casos são extremos”.

E se você está pensando em passar frio para perder peso, Capentier comenta que “ainda há muita pesquisa a ser feita antes que essa estratégia seja segura e explicada clinicamente”.

Fonte: Hypescience

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25/01/2012

Óleo de coco na alimentação

Quando os programas de TV e outros meios de comunicação começaram a focar nos possíveis efeitos advindos do consumo do óleo de coco, deu-se início a um gigante entusiasmo em torno do mesmo, fazendo com que inúmeras pessoas iniciassem imediatamente o seu consumo. Várias reportagens exibidas em diversos meios de comunicação demonstraram efeitos positivos com relação ao consumo do óleo de coco, no entanto, é necessário muito cuidado antes de dar ínicio ao uso deste produto, uma vez que, para determinados indivíduos seu uso pode ser benéfico, enquanto para outros, extremamente prejudicial. 

O óleo de coco pode ser dividido em duas classes: o óleo de coco refinado e o virgem. É importante lembrar que os benefícios estão no óleo de coco virgem. O óleo virgem é obtido a partir de cocos frescos que passaram pelo processo de prensagem e filtração, preservando seus fitoquímicos naturais. Com relação à forma de comercialização, pode ser encontrado líquido ou em cápsulas, no entanto, especialistas afirmam ser necessário mais estudos que comprovem os benefícios do óleo de coco encapsulado.

Segundo especialistas, os principais benefícios obtidos através do consumo do óleo de coco seria diminuição do apetite, favorecimento da perda de peso, elevação do gasto energético, redução dos níveis de colesterol total, LDL, VLDL e triglicerídeos, além de aumento das taxas de HDL (o bom colesterol). Além disso, por ser rico em ácido láurico auxilia no combate a infecções bacterianas e fúngicas e no tratamento da caspa.

No entanto, nutricionistas apontam alguns efeitos prejudicais ocasionados pelo uso indiscriminado deste produto. Um estilo de vida sedentário associado ao consumo de alimentos inadequados, ocasiona uma série de alterações endócrinas em todo o corpo, fazendo com que ocorra a produção de inflamação no organismo. Segundo opiniões profissionais, uma pessoa que apresenta certo nível de inflamação apresenta dificuldade para perder peso e mesmo para melhorar a sua qualidade de vida. As pessoas que estão muito acima do peso podem ser prejudicadas com o consumo deste óleo, uma vez que, o mesmo, irá promover um aumento da inflamação e da resistência à insulina. Ao se aumentar a resistência insulínica, esse hormônio não desempenhará bem sua função, que é de transportar o açúcar do sangue para as células do organismo. Além disso, a resistência à insulina está relacionada com o aumento da pressão arterial e com o aumento do risco para doenças cardiovasculares.


Como o óleo de coco pode ser consumido

-Puro;
-Em substituição ao óleo de soja ou canola;
-Misturado aos sucos e vitaminas;
-Em saladas;
-Na composição de bolos e doces.

Recomendações para o consumo
Alguns especialistas afirmam que a quantidade ideal para o emagrecimento seja em torno de duas colheres de sopa diariamente. Porém, vale ressaltar que as necessidades nutricionais são específicas para cada indivíduo, sendo assim, o consumo deste produto deverá ser realizado mediante orientação de profissional capacitado (nutricionista) e deverá ainda, estar associado a hábitos de vida saudáveis, como reeducação alimentar e prática de atividade física.

Fonte: Nutrição em Foco

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23/01/2012

Prato vermelho reduz apetite em 40%, dizem especialistas

De acordo com o estudo, cor vermelha diminui o apetite por estar associada a conceitos como "proibição" e "pare".

De acordo com o estudo, cor vermelha diminui o apetite por estar associada a conceitos como proibição e pare. Foto: Getty Images
Foto: Getty Images

Comer em um prato de cor vermelha pode ajudar as pessoas a perderem peso - é o que dizem os cientistas. De acordo com um novo estudo conduzido por acadêmicos germânicos e suíços, divulgado pelo jornal britânico Daily Mail, o ato de servir alimentos ou bebidas em pratos e copos vermelhos pode reduzir o consumo em 40%.

Os profissionais envolvidos na pesquisa indicam que o tom faz com que as pessoas evitem comer muito, uma vez que está associado a ideias como "perigo", "proibição" e "pare".

Eles também ressaltam que a ideia de usar pratos e copos nessa cor seria uma alternativa para coibir a ingestão de alimentos pouco saudáveis e de bebidas alcoólicas.

O estudo foi feito com 41 estudantes do sexo masculino, que foram estimulados a tomar chá em copos marcados com etiquetas azuis e vermelhas. Eles beberam 44% menos dos copos com etiquetas vermelhas.

Na segunda parte do estudo, 109 pessoas comeram salgadinhos em pratos vermelhos, azuis e brancos e, ao final da experiência, ficou comprovado que os salgadinhos dos pratos vermelhos foram os menos consumidos.

Fonte: www.saude.terra.com.br

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20/01/2012

Vegetariano, Patrik Baboumian é eleito o homem mais forte da Alemanha

 

vegO vegetariano Patrik Baboumian foi considerado o homem mais forte da Alemanha, numa competição que aconteceu neste mês. Ele já foi considerado o homem mais forte daquele país nos anos de 2009 e 2010, quando ele quebrou o recorde de levantamento de peso -- ele ergueu 180 kg em uma competição.


Baboumian aparecerá no documentário "Tour de Force" e diz que a dieta vegetariana é responsável pelo seu enorme sucesso. "Ser vegetariano faz de você um atleta melhor", disse em seu blog pessoal na Internet.

Fonte: Vidavegetariana.com.br

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